
E iniciamos aqui o nosso Blog.
Eu, Sônia Andrade. Ele, Danilo Rabak.
Muito prazer, arquitetos.
Arquitetos com muito prazer.
Brotado dos momentos profanos em que, em ambiente seriíssimo de trabalho, eu e Danilo nos dedicamos a assuntos completamente dispensáveis ao nosso tão valioso escritório de arquitetura, que é o nosso o dia-a-dia, ganha-pão, palco de fortes emoções, fonte de inspiração - decepção e porque não, local de profundas análises do quadro arquitetônico atual (uau!).
Danilo tem olhar calmo e minucioso. Detalhador, um cara da 1:1.
Sempre acha onde me perdi. E encontra as linhas perdidas das planilhas, as ferramentas certas do Vector, desmonta os PDF’s, articula tudo no tal do XP.
Eu sou a de criar os cenários, climas, planos grandes e grandes planos, do entusiasmo, do capo e coda, uma pessoa da 1:1000.
E arrasto ele para as aventuras ... como encontrar os arquivos fundamentais para aquele projeto, distraidamente deletados para todo o sempre.
e para este blog aqui...
Nos lembramos do amigo Renan, futuro arquiteto e personalidade controversa do cenário, a quem pedimos ajuda, colaboração e perdão, se percebemos ser o caso...
Queremos aqui iniciar este assunto com os amigos arquitetos, designers, paisagistas e urbanistas que pretendemos serem nossos parceiros e aliados na busca da discussão não verbal das formas móveis e imóveis, desde que irreverentes, não usuais e que , por vezes desrespeitem o bom senso.
Não seremos inflexíveis. Poderemos ser poéticos.Poderemos aqui discutir a arquitetura desconstrutivista do Cazaquistão.
Desde que se incorpore ao tema, desde que surpreenda o olhar, que desacate o main stream, que nos subverta. Não queremos as imagens bonitas e tratadas a pão de ló no PhotoShop. Não postaremos a capa da revista.
Queremos o popular, o que se forma espontâneamente e que se ajeita, o que precisa se acomodar para ali estar.
Queremos tudo o que forma a arquitetura possível e, porque não, imperfeita, sob a ótica do que nos é solicitado fazer em nosso dia a dia profissional. Mas que, na sua imperfeição, nos redescobre como observadores-planejadores de objetos e espaços.
O que, por vezes, nos faz ver como somos pequenos diante de tanta arquiteura plena de humanidade.
Apertemos os cintos, pois. Que esta viajem seja boa.
Ass: Sônia Andrade