


muitas vezes, na função e no ofício da arquitetura
dentro da metrópole megalópole urbanópole
observo o construído que sucumbe
desfaz no olhar resignado
en-face en-frenta o evento não controlado
o profanado arreganha seus dentes e se ergue
se confunde me confunde confunde
os parâmetros possíves do edificado
danço esta dança que nos engole e nos submerge
retratos fluidos falidos de nossos desejos pendulares
que traem
traindo-nos a nós mesmos
garo(t)a, sou chuva e tempestade
tem dias em que sou convicta e convincente.
convencida
dentro da metrópole megalópole urbanópole
observo o construído que sucumbe
desfaz no olhar resignado
en-face en-frenta o evento não controlado
o profanado arreganha seus dentes e se ergue
se confunde me confunde confunde
os parâmetros possíves do edificado
danço esta dança que nos engole e nos submerge
retratos fluidos falidos de nossos desejos pendulares
que traem
traindo-nos a nós mesmos
garo(t)a, sou chuva e tempestade
tem dias em que sou convicta e convincente.
convencida
me desabro na minha certeza
há dias em que meu traço é firme,
como um tiro partido de um ponto : a minha mira
ao seu fim : a minha vítima.
o alvo único e fixo, imóvel, certo
eles observam meu disparo
seguidores do olhar frouxo
que delícia...
sorrio no vazio
e danço mais.
me vejo refletida no meu improviso
solo, tão solo. acompanhado e solo.
e levo arrasto giro sapateio e levo arrasto giro sapateio e levo arrasto giro sapateio e levo arrasto giro sapateio e levo arrasto giro sapateio e levo arrasto giro sapateio levo arrasto giro sapateio
sorriso aberto em navalha
movimento rasgado no espaço
qual tsunami e olho de furacão
sou vendaval
sou máscara crua que molha, fria, o fundo desejo de me escoar
e me esgoto
sumo pelas frestas tão finas tão largas
absorvida no impermeável solo
leve evaporo
levevaporo
leve me levo por onde escorregar a
minha alma que armada
há dias em que meu traço é firme,
como um tiro partido de um ponto : a minha mira
ao seu fim : a minha vítima.
o alvo único e fixo, imóvel, certo
eles observam meu disparo
seguidores do olhar frouxo
que delícia...
sorrio no vazio
e danço mais.
me vejo refletida no meu improviso
solo, tão solo. acompanhado e solo.
e levo arrasto giro sapateio e levo arrasto giro sapateio e levo arrasto giro sapateio e levo arrasto giro sapateio e levo arrasto giro sapateio e levo arrasto giro sapateio levo arrasto giro sapateio
sorriso aberto em navalha
movimento rasgado no espaço
qual tsunami e olho de furacão
sou vendaval
sou máscara crua que molha, fria, o fundo desejo de me escoar
e me esgoto
sumo pelas frestas tão finas tão largas
absorvida no impermeável solo
leve evaporo
levevaporo
leve me levo por onde escorregar a
minha alma que armada
aguarda meu novo tempestear
ass. Sônia Andrade